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Os 10 candidatos mais bizarros do Brasil

Num país que teve 22 candidatos à Presidência numa só eleição, em 1989, vale tudo pra chamar a atenção:

10 CADÊ MEUS VOTOS?

Ano: 1996, em São Paulo Partido: PRTB

A idéia fixa de Levy Fidelix era construir o aerotrem, mas não era só isso: queria privatizar presídios e criar avenidas sobre os rios Tietê e Pinheiros. Perdeu uma eleição para prefeito, duas para governador e uma para vereador. Ele rasgava pesquisas no horário eleitoral e chegou a pendurar uma faixa na cidade com a frase: “Cadê meus votos?”
Em 2000, Levy abriu mão de concorrer à prefeitura de São Paulo: o candidato de seu partido foi o ex-presidente Fernando Collor. A candidatura foi impugnada.

9 NINGUÉM MERECE

Ano: 2002, em Pernambuco Partido: PST

Ninguém recebeu mais de 5 mil votos para deputado federal em Pernambuco. “Ninguém”, no caso, era o pseudônimo de José Everaldo dos Santos, cuja campanha incluía imagens de um paletó vazio junto à frase “Ninguém merece o seu voto”. Ninguém queria acabar com o voto obrigatório, assim muita gente poderia não votar em ninguém.
Quando a Justiça Eleitoral quis impugnar sua candidatura, ele argumentou:

 

“Se Rôla (veja abaixo) pode, por que Ninguém não pode?”

8. À MEIA-NOITE, LEVAREI O SEU VOTO

Ano: 2004, em São Paulo (SP) Partido:PTC

O candidato ideal pra quem acha política trash! Zé do Caixão, o personagem do cineasta José Mojica Marins, pedia votos para se eleger vereador ao seu estilo: de capa, cartola e com aquelas unhonas! Quando abriram as urnas, encaixotaram o Zé! Só 6 500 eleitores (0,10%) tiveram coragem de votar nele.
Zé do Caixão jura que muitos de seus votos para deputado estadual, em 1982, foram anulados por mesários que não acreditavam no que viam.

7. É COISA DE MALUCO

Ano: 2000, em Aparecida (SP) Partido: PFL

“Você que não é, vote em mim: Zé Louquinho!” Esse era o slogan de José Luiz Rodrigues, que foi eleito prefeito e cumpriu a promessa de iniciar seu governo num circo. E fez jus à fama de biruta ao propor a proibição do uso de minissaia na Quaresma, a contratação de cães para tomar conta do cemitério e a criação da “taxa da romaria”.

Reeleito em 2004, Zé Louquinho baixou um decreto obrigando os padres a andar
de batina nas ruas.

6. RÔLA NELES

Ano: 2002, em Sergipe Partido: PGT

“Vamos levar Rôla para Brasília” e “Rôla neles” eram lemas de José Ribeiro, o Rôla, em sua candidatura a deputado federal. A Justiça Eleitoral tentou impugná-lo, mas ele justificou ter o apelido havia mais de 40 anos, desde que criara uma cachaça com o nome. Mas, na hora H, Rôla falhou… teve só 20 812 votos (2,4% do total).
Em Aracaju, a candidata a vereadora Maria Rosilene teve uma idéia parecida à de Rôla: “É dedo na Shana para confirmar”. Teve meros 586 votos.

5. TROFÉU CARA-DE-PAU

Ano: 2000, em São Paulo (SP) Partido: PAN

Óleo de peroba na mão, Osmar Lins aproveitava seus segundos na TV pra mandar o bordão “É a cara-de-pau, peroba neles!” Foi candidato a partir de 1996, numa trajetória ascendente de derrotas. Levou tábua para vereador, deputado estadual, prefeito (teve 0,09% dos votos válidos em 2000 e 0,3% em 2004) e governador (ficou com 0,02%).
Lins defendia o trabalho infantil e a criação “Velho Desesperança”, versão para idosos do Criança Esperança.

4. CUIDADO, ELE VAI FALAR

Ano: 1989, à presidência Partido: PSP

José Alcides Marronzinho de Oliveira aparecia amordaçado, e um locutor avisava: “Cuidado, ele vai falar!” E quando falou… disse que iria “obrigar” a Petrobras a usar seu equipamento para procurar água no Nordeste. Nem seu lema “Pobre vota em pobre” ajudou: ficou em 13º lugar na eleição.
Marronzinho virou evangélico e mudou seu nome para Jamo Little Brown. Edita um jornal online e foi preso por “dizer algumas verdades” ao prefeito de Cotia (SP).

3. SILVIO SANTOS VEM AÍ

Ano: 1989, à presidência Partido: PMB

Ha-haii! Hi-hiii! Silvio Santos entrou na disputa com um programa de governo que parecia a Porta da Esperança: prometia melhorar a alimentação, a saúde e a educação do povo, aumentar o salário mínimo e atacar a inflação. Aos “colegas de trabalho”, dizia: “Você sabe o que é reforma social? Eu também não sabia, mas é o que vou fazer”.
Silvio entrou no lugar de Armando Correa quando as cédulas já estavam impressas. Logo apareceu em segundo no Ibope, mas sua candidatura foi impugnada.

2. MEU NOME É ENÉAS!

Ano: 1989, à presidência Partido: PRONA

O cardiologista Enéas Carneiro foi o candidato de um partido nanico que melhor aproveitou os poucos segundos diários na TV, com seu famoso “Meu nome é Enéas!” Suas propostas ficariam mais conhecidas em 1998, em sua terceira candidatura. Incluíam triplicar o efetivo das Forças Armadas e construir a bomba atômica brasileira.
Em 1994, com 4 milhões de votos, Enéas só perdeu para Fernando Henrique Cardoso e Lula. Em 2002, foi o deputado federal mais votado da história.

1. RESOLVENDO NO TAPA

Ano: 2004, em Natal (RN) Partido: PTC

O candidato a prefeito Miguel Joaquim da Silva, o Mossoró, tinha propostas “essenciais” pro povão, como colocar massagistas em postos médicos, construir uma ponte de Natal a Fernando de Noronha (com o comprimento de 27 pontes Rio-Niterói) e erguer réplicas das Torres Gêmeas. Sem falar na solução para o turismo sexual: sair no tapa (ou leave in the slap, como falava no horário político) com o gringo que assediasse as garotas.
A um mês da eleição, Mossoró pulou de 1% nas pesquisas para 18%, e acabou em terceiro lugar, à frente de candidatos tradicionais da região.

Fonte: Mundo Estranho

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